INDIANARA SIQUEIRA

Presidente do Grupo Transrevolução. Rio de Janeiro, RJ

Indianara Siqueira

Indianara Siqueira é presidente do grupo Transrevolução, representante da Região Sudeste na RedTrans Brasil que é filiada a RedLac Trans da América Latina e Caribe, prostituta e assessora parlamentar do deputado federal Jean Wyllys.

Seu ativismo no campo de defesa dos Direitos Humanos se iniciou nos anos 90, enquanto presidente fundadora do Grupo Filadelfia, cujo foco de atuação era na defesa dos direitos das pessoas trans e das prostitutas. Defende a regulamentação da prostituição como trabalho, tendo inclusive denunciado áreas onde ruas são dominadas por um “dono(a)” que cobra determinado valor para as prostitutas que ali trabalham.

Trava uma batalha com a justiça por protestar com os seios desnudos para que o Brasil reconheça e respeite os direitos das pessoas trans, denunciando que homens e mulheres não são iguais perante a lei, uma vez que as mulheres são mais criminalizadas. Por conta desse ativismo, Indianara já foi ameaçada inúmeras vezes e sofreu tentativas de assassinato.

Referência para diferentes coletivos LGBTT e transfeministas, dentre suas ações mais recentes é possível destacar o protagonismo durante as manifestações públicas das prostitutas de Niterói, iniciadas a partir da resistência às violações cometidas pela Polícia Militar em operações no chamado “Prédio da Caixa”, iniciadas em abril.

As operações foram marcadas pelo uso de armamento pesado, houve casos de violência sexual, agressões físicas e roubos. No dia 21 de maio, quando uma megaoperação foi articulada, mais de 300 prostitutas que trabalham e/ou residem no local foram reprimidas, os apartamentos tiveram as portas arrombadas e alguns foram destruídos por dentro. Prostitutas foram expulsas de seus apartamentos e levadas para a 76ª DP, fato que impulsionou a realização de uma audiência pública emergencial na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a partir da articulação da militância das prostitutas com a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj. As violações foram relatadas e a Defensoria Pública ratificou a ilegalidade da operação. Desde então Indianara vem sendo alvo de novas perseguições e ameaças, mas segue resistindo e fortalecendo a luta transfeminista e LGBTT.