MÁRCIO MARINS

Dom da Terra AfroLGBT, Movimento LGBT. Curitiba, PR.

Márcio Marins

Marcio Marins é militante desde os anos 1990 nas áreas de saúde, educação, cultura e segurança pública, com foco na comunidade LGBTT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. É ativista de Direitos Humanos na organização Dom da Terra Afro LGBT, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais – ABGLT. Atualmente é representante da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) da SDH/PR.

Desde que falou para uma revista nacional sobre a homossexualidade dentro do exército, passou a sofrer ameaças de morte e precisou mudar de cidade várias vezes. Foram inúmeras as situações de perseguição e violência. Uma delas ocorreu em março de 2006, quando Marcio e seu companheiro, Igo Martins, foram brutalmente agredidos no centro de Curitiba. Os dois foram espancados e ofendidos com xingamentos homofóbicos por parte de três agressores, dois homens e uma mulher.

Duas viaturas da Guarda Municipal passaram pelo local durante a agressão, porém não socorreram as vítimas, e sim seguiram com a humilhação e os xingamentos. Foram levados ao 1º Distrito Policial e lá acusados de agressores, e não vítimas de homofobia.

Há dois anos o defensor viveu novas situações de violência, assim como outros 14 defensores da cidadania LGBT. Todos receberam ligações e contatos homofóbicos, por telefones fixos, celulares, redes sociais, logo após a Parada da Diversidade, durante um intervalo de 18 dias. As descrições indicam que as ameaça partiram de uma mesma pessoa. As mulheres foram ameaçadas com estupro e os homens ofendidos com palavrões e até com ameaças de morte.

O Paraná está em 5º lugar em violência contra homossexuais, com 424 denúncias de violações contra a população LGBT, segundo o Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil de 2011, publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em âmbito nacional foram 6.809 denúncias feitas no serviço Disque 100.